Corrida por tecnologia vem redesenhando o mercado automobilístico
A recente tentativa de fusão entre Fiat Chrysler (FCA) e Renault, que não prosperou, espelha uma tendência de redesenho da indústria automobilística.
Com a necessidade de avançar no desenvolvimento de recursos tecnológicos as grandes montadoras pisaram no acelerador em busca de diferentes tipos de acordos com concorrentes nos últimos anos.
A evolução no setor automobilístico
Como a evolução dos sistemas exige grande capacidade de investimento, as parcerias são vistas com potencial para assegurar aportes robustos e, ao mesmo tempo, diminuir riscos. Isso é possível com investimentos em tecnologia.
A proposta de fusão com a Renault, a Fiat Chrysler destacou que o setor passa por “rápida mudança, com forte posição em tecnologias transformadoras”. A intenção da companhia ítalo-americana era criar um novo grupo, com participação de 50% de cada empresa.
Ao retirar a oferta, a FCA apontou dificuldades de negociação com o governo francês, dono de 15% das ações da Renault.
Após a desistência, a Fiat Chrysler tende a mirar em novas parcerias, indicam analistas. Uma delas seria a busca por acordo com outro grupo francês, o PSA, das marcas Peugeot e Citroën.
A aproximação entre montadoras vem ganhando fôlego no cenário internacional pelo menos desde 2016.
De lá para cá, empresas firmaram alianças comerciais para troca de tecnologias e avanço na produção de carros elétricos e autônomos.
Embora não tenham a mesma abrangência de uma fusão como a pretendida entre Fiat Chrysler e Renault, sinalizam a preocupação das companhias com o desenvolvimento de modelos que representam a inovação no setor.
Veja aqui a matéria sobre carros autônomos:
https://automashow.com.br/blog/2019/veiculos-autonomos-inteligentes-e-compartilhados/
Uma das alianças recentes envolve Ford e Volkswagen. Anunciada em janeiro, a parceria prevê novos modelos de veículos comerciais e picapes — a primeira deve ser lançada em 2022. As marcas também estudam a produção, em conjunto, de modelos elétricos e autônomos.

Se fosse adiante a fusão entre a Fiat Chrysler e a Renault, seria a terceira maior fabricante de veículos do mundo, com vendas anuais de 8,7 milhões de unidades, atrás de Volkswagen e Toyota.
No Brasil, a empresa resultante poderia ocupar a liderança do setor. Hoje, o topo do ranking nacional é preenchido pela General Motors (GM), que opera uma fábrica no Rio Grande do Sul. O complexo industrial da GM está localizado em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
De janeiro a maio, a GM licenciou 168,9 mil automóveis leves no país, segundo a Anfavea, que representa as empresas do setor. No mesmo período, a FCA e a Renault somariam, juntas, 212,2 mil unidades.
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