Primeira prisão usando reconhecimento facial ocorre no Rio de Janeiro

Reconhecimento Facial

PMERJ usou o Sistema de Videomonitoramento Facial para identificar e prender um homem por roubo.

A Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMERJ) começou a usar sistema de reconhecimento facial como ferramenta para a identificação de criminosos na cidade.

A medida, que já foi adotada em países da Europa, foi divulgada no site oficial da PMERJ. Segundo a Instituição, já foi realizada a primeira prisão desde que a corporação aderiu à ferramenta.

De acordo com a assessoria de imprensa da PMERJ, policiais militares do 19º BPM (Copacabana) foram acionados na tarde desta segunda-feira, 08/07, para verificar uma possível identificação feita pelo Sistema de Videomonitoramento Facial. A notícia, também, saiu no portal de notícias da PMERJ.

Ao chegar no local, a equipe abordou o suspeito e o conduziu até a 12ª DP, que fica no mesmo bairro, para conferir se os dados batiam.

Na delegacia foi identificado e foram localizados dois mandados em aberto por crimes previstos no artigo 157 do Código Penal, que trata de roubo e prevê de quatro a dez anos de prisão, além de multa.

Casos polêmicos de reconhecimento facial mundo a fora:

Na Europa, o uso do reconhecimento facial pela polícia já gerou algumas polêmicas. Em Londres, um relatório de ética do policiamento, divulgado pelo jornal The Guardian em maio, demonstrou melindre com o tema. Segundo o texto, a preocupação é que o software reforce ou perpetue racismo e preconceitos de gênero.

Outro caso que ganhou repercussão foi o de Ed Bridges. O ex-conselheiro do Partido Liberal Democrata do Reino Unido alegou que a polícia violou seus direitos de privacidade usando o reconhecimento facial em momentos rotineiros. Segundo ele, foram duas ocasiões: quando foi a uma lanchonete e quando participou de uma manifestação pacífica contra armas.

Na semana passada, outra polêmica envolvendo o uso de reconhecimento facial em Londres ganhou as manchetes locais. Uma pesquisa realizada pela Universidade de Essex apontou um volume relevante de falhas na tecnologia.

Segundo o texto, durante um período de testes, 42 pessoas foram apontadas pelo software e 22 acabaram presas. Porém, apenas oito eram de fato procuradas pela justiça.

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